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09 novembro 2020

Postais de Outono - mistérios dos montes de Parambos

o Outono é uma época de excelência para procurar e descobrir os mistério que todos conhecemos e s e escondem debaixo da terra e emergem ou dão sinais nestes tempos. E há lá coisa melhor de se ver/apanhar/fotografar e saborear!

as Sanchas  espreitando pelos verdes musgos

os Frades tentando esconder-se entre as giestas


ou as cores das árvores, neste caso a cepa que se veste, depois de dar o litro de uvas,  de cor garridas para saudar o Outono  das nossas vidas


Postais para avivar/ilustrar as nossas saudades pelos tempos normais, mas a natureza acontece de qualquer maneira, é só estar atento e registar!

 para Vós com votos de bom cuidar pois isto vai passar con o contributo de todos.

 At Ento/ViverParambos 

04 novembro 2019

Postais de Outono 2019, com Frades e uma Sancha

Outono tem destas coisas, não falha com os seus miminhos de beleza para quem vê nos vários cenário possíveis. Hoje dedicamo-nos ao Frade, que este ano aparece em profusão mas nós vamos destacar a beleza individual quase.

em cenário com musgo verde de fresco

em cenário de agulhetas de pinheiro e pedras e com o companheiro

aqui entre as silvas

em zona de heradeiras

e entre os Frades apareceu a primeira Sancha, e um espécime de grandeza assinalável


um conjunto de inigualável interesse gastronómico que promete

Que seja um estimulo a ir para o monte, lameiro, vinhas e onde seja possível um encontro imediato como os nossos cogumelos e os seus pares.
 Viva o Outono
 At Ento/ViverParambos

14 novembro 2018

Postais de Outono 2018 em Parambos


o Outono repete-se sempre ano após ano e sabemos que embora pareça sempre igual, não o é e tem sempre algo de novo para vermos com atenção, nem que sejam as recordações de outros Outonos para comparar que a vida é movimento e ainda bem que o vivemos tal como é.



A luz desta época é muito activa, o sol teima em amadurar tido o que resta mais depressa e por isso o respigo que ficou para trás apresenta agora um ar maduro de espera dos "respigadores" ou "rebusqueiros" que já não aparecem... e ainda bem, pois os tempos são mesmo outros.

 mas a grande promessa são os cogumelos e os primeiros que aparecem e nós chamamos "FRADES" são os mais procurados e este ano o contrato foi cabalmente cumprido pela terra que os fez brotar abundantemente
 os castanheiros também, cumpriram e apresentam, sorridentes, as suas castanhas que vão caindo com a luz do sol mas a clamar pela fogueira dos magustos e do vinho novo.
as terras e as paisagens vão guardando o calor, que o caminheiro leva no olhar e mas fotos que vai tirando para não esquecer estes momentos quentes de Outono que enchem a alma de prazer e de vida
 e estão a aparecer outros manjares desta época, como a "Línguas de Vaca"  estão a crescer
 e para provar que é verdade que os Frades aparecem aso pares, esta imagem comprova-o que é assim que eles espreitam a vida.

para que não esqueçamos aqui ficam estes momentos para recordarmos como as estações se repetem para nos as contarmos como passatempo.
At Ento/ViverParambos


20 dezembro 2016

Petiscos selvagens de Outono/Inverno: as Sanchas/2016

 Hoje vamos falar de "Sanchas" como se fosse uma aula de culinária: do monte ao prato seria um bom titulo desta partilha que nos chegou em modo "foto novela" com principio meio e fim
num primeiro momento há que encontrar as ditas. como esta devem estar em bom estado e serem das que nós conhecemos bem

 elas encontram-se em vários cenários, no monte ou em terrenos de cultivo abandonados da actividade agrícola
 as Sanchas  normalmente gostam de estar acompanhadas, onde se encontra uma normalmente há outra e outras por ali, tem de ser ter olho para a ver, pois elas mimetizam-se com a vegetação.
 o segundo momento é a sua preparação: devem ser limpas de todos os vestígios de terra, lavando-as  de preferência em água corrente.
 depois retira-se o rebordo para que nenhum bichito por ali ficasse na dobra
 de seguida cortam-se em pequenos filetes
 e dá-se uma última observação para que estejam limpas de qualqure resíduo
 o terceiro momento é a sua preparação de cozinhar: num bom azeite acrescenta-se uns dentes de alho e leva-se ao lume
 deixa-se aromatizar o azeite, em que o alho fique corado
 acrescenta-se as Sanchas 

 envolve-se, com colher de pau,  no azeite
 e tapa-se para apurar, 10 minutos depois
 está no ponto e o ideal é acrescentar, algo. Neste caso "arroz carolino" o melhor para se trabalhar
 numa primeira fase acrescenta-se a dose de arroz e envolve-se bem e deixa-se um minuto a receber o molho do "refugado"
 a água deve estar a ferver quando se mistura, assim é mais rápida a cozedura, e mantém o ritmo do calor
 acrescenta-se  salsa, que fica sempre bem neste manjar
 e deixa-se cozer uns dez minutos
 deve-se ir acompanhando a cozedura mexendo com cuidado de vez enquando e acrescentar um pouco mais de água se for necessário. quase no final diz bem um ramo de alecrim e mais um punhado de salsa.
 envolve-se e deixa-se cozer mais uns momento, ou até o arroz estar no ponto ou ao gosto de quem o vai degustar. de seguida desliga-se a fonte de calor e procede-se ao seu " abafamento"
 o papel de cozinha é um bom elemento que ajuda a vedar a panela e absorve a humidade em excesso.
 agasalha-se com os panos de cozinha e deixa-se repousar uns bons 5/10 minutos ( neste caso que não é para fazer arroz malandro) e esperar pelo petisco aguça ainda mais a gula Hum!
 depois é saborear os aromas que se libertam quando de liberta a panela deste "abafamento"
 ir saboreando este conjunto fumegante enquanto se serve no prato que o espera
e sentar para finalmente sentir o prazer desta degustação tão simples mas divinalmente natural.
 um obrigado ao conterrâneo  que nos fez ficar com água na boca com mais  esta partilha ....
 Bom apetite numa qualquer ocasião que se proporcione tendo sempre o cuidado de só comer se for de confiança, essa que se aprende com os avós que aprenderam com os avós deles a conheceram os " cogumelos" comestíveis.
 At Ento/ViverParambos

14 novembro 2016

Postais do Outono de Parambos, 2016

o Outono acontece sempre mas nunca é igual, e a diferença está nas pequenas coisas que vemos,a apanhamos, como sejam os Frades que por estes tempos aparecem e aguardam que os encontramos

são uma beleza para a vista,e estão onde menos se espera, ora só


 ora acompanhados, dizem que nunca nasce um só, pode acontecer que o outro já tenha sido apanhado
 pois andam sempre juntos como os frades, que nos tempos em que havia muitas vocações andavam sempre aos pares, daí  o nome popular, de Frades, por estas bandas
 mas ainda se vão encontrando sozinhos, fechados revelando uma força natural que quer rebentar
 ou abertos, no auge da sua forma perene, depois de abrir não tem muito tempo de vida
 mas é um espectáculo poder apreciá-los primeiro na sua beleza total e só depois se pensa no petisco em que se tornarão...
para quem não os apanhou ficam estes postais com a amizade do autor que os partilha connosco.
  At Ento/ViverParambos