09 novembro 2006

Fontes de Parambos-2 FONTE NOVA

Hoje falemos da Fonte Nova.
Parambos, situado no planalto de Ansiães, tem nas suas encostas uma riqueza que é a àgua, para além das culturas e das pasisagens. Na parte descendente em direcção aos Lobetios e Portelinha, há várias fontes, das quais a água corre todo o ano. Sabemos que têm origem em vários nascentes pois cada uma tem um gosto diferente. Na Fonte Nova a água tem um toque leve e adocicado, que era um consolo refrecar-se a goela ali. Dizem que é por a água passar pelas raizes das figuerias que por ali abundam e lhe dão esse toque especial.
A fonte nova está encaixada sob o caminho, que lhe passa por cima, é toda feita em pedra lavrada. Oo conjunto composto por enormes pedra ao alto e encimada por três enormes lages que fazem como que uma ponte sobre a fonte. A água corre de uma pequena mina que entra terra dentro, é possivel observar e lá se vislumbram as ramificações das tais figueiras, esta corrente alimenta um tanque, do qual se baldeava a água para regar. Quem conhece as antas, ao estar à entrada desta fonte tem-se a percepção de estar à entrada de uma anta, devido às enormes lajes que a revestem. Desta obra fazia parte uma uma secção mais abaixo onde corria água através de um cano, que alimentava uma pia onde bebiam os animais. Neste momento está cheio de silvas e negrilhos que lhe dão um ar de abandono quase tapando dos olhares de quem passa e não saiba o que ali está. Do local desta fonte tem-se uma vista fabulosa sobre o rio Tua e a linha de comboio e todo o vale de Santa Marinha, assim como sobre as aldeias de Castanheiro do Norte, S. Mamede de Riba Tua, Safres e a vila de Alijó. Daqui a vista espraia-se até à serra do Marão. Gente mais nova, da aldeia, há que não conhece. Espero que esta crónica desperta a curiosidade e leve os mais novos a descobrir este património que honra a água e as gentes que a contruíram.
Atentamente.
at Ento

06 novembro 2006

Última Hora, Estamos no Caminho!...







Da Vitória...
Eu estava ansioso por voltar a abrir um extra.
Era uma vitória que ansiava, parece estar a desenhar-se. Se foi assim na 1ª parte, na 2ª só
pode melhorar.
A Equipa está a fazer pressão e o resultado viu-se.
Foi "Bonito" de ver. Vamos à 2ª Parte, pois estou verde de entusiasmo, para ver melhor espectáculo.
Atentamente.

At Ento





04 novembro 2006

Dedicado aos nossos mais de mil Vsitantes

Atigimos as mil (1000) visitas e por isso estamos muito satisfeitos.
Convém aqui e agora destacar o prestigiante e elevado contacto que nos proporcionou e a todos os que aqui recordaram, opinaram, festejaram ou simplesmente visitaram o calor do nosso afecto paramboense que nos irmana e nos fortalece.
Sempre atentamente.
At Ento

02 novembro 2006

Fontes de Parambos


Hoje falemos das fontes.
Começamos pela Fonte Velha. Localizada na zona das hortas e olivais no caminho descendente para os Lobetios e a Portelinha.
É uma fonte, de nascente que a alimenta de àgua todo o ano e corre ininterruptamente, para um tanque de pedra. Destina à rega das terras naquela zona. Está situada num local bucólico perto de olivais e zona das hortas, com muita verdura e as heras dão-lhe um enquadramento muito verde e refrescante, é uma mais valia, pois a àgua não é muito digestiva, é ferrosa e nada saborosa.
Recordo que quando garoto, se situava ali uma história de moura encantada que de mil em mil anos aparecia para encantar quem por ali passasse. O encantamento consistia em desafiar a pessoa a puxar um fio de ouro que aparecia de um buraco existente perto da fonte (hoje esse espaço está soterrado pelo aterro ali despejado) se fizesse no fim quebrava o encanto da moura e ficava com o ouro.
A última pessoa que o fez, foi enrolando o fio à volta do braço. Passado
bastante tempo tinha à volta de todo o braço tal quantidade de fio de ouro que já lhe custava a levantar. Perante isto pensou: Já me chega. Pegou numa pedra e batendo no fio de ouro, cortou-o. Nesse momento o ouro transformou-se em pó e a moura desapareceu, lamentando-se: Desgraçado, não tiveste perseverança, estava quase e agora dobraste-me o encanto.
Não se sabe a data deste acontecimento e mil anos, mesmo sendo muito tempo, pode ser um dia destes. Assim pensávamos quando, em criança, por ali brincávamos
Atentamente.
at Ento

30 outubro 2006

Magusto em Parambos, uma Tradição

Hoje falemos de castanhas.
Nestes dias as castanhas começam a dar um ar da sua graça e a sair dos ouriços, dando-se de boa vontade para o sacrifício destas na fogueira dos magustos.
É para isso que elas se criam em tão recatada prisão. no m0mento de nascer ei-las forçando os ouriços que se transformam num sorriso de todo o tamanho e a castanha caia.
As da fotos foram apanhada no acto de nascer um pouco antes de cair.
Em Parambos os castanheiros fazem parte da sua peisagem, por isso os magustos também fazem parte das tradições da nossa aldeia e como tal ela cumpre-se.
Assim damos corpo ao pedido de divulgação que nos chegou da dinâmica e muito esforçada Comissão de Festas:

"A Comissão de Festas de São Bartolomeu de Parambos 2006/2007 informa que no dia 4 de Novembro pelas 17 horas realizar-se-á um magusto no adro da Igreja.

Durante o magusto haverá música ambiente.
Ementa: Castanhas. Carne e sardinha assada. Pão. Vinho e Sumos.

Todas as pessoas contribuirão, no acto da inscrição com: "5" €astanhas.

Todos os interessados devem fazer as suas inscrições no André (padaria), João Seixas (clube), e no Eduardo até às 23 horas do dia 3 (sexta-feira)".

Atentamente.
At Ento

28 outubro 2006

Miró, Picasso, Rodin e outros grandes nomes da pintura


Hoje soube deste evento e apeteceu-me trazer ao nosso conhecimento neste espaço porque acho pertinente, porque todos os artistas foram contemporâneos do grande pintor amarantino Amadeu de Souza Cardoso.

Mais de 60 trabalhos de Miró, Picasso, Rodin e outros grandes nomes da pintura e escultura do século XX vão estar expostos no Museu Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante, a partir deste sábado até 28 Janeiro de 2007

26 outubro 2006

Os Frades continuam a crescer em Parambos

Gostaram da amostra dos frades que aqui registamos à dias?


Então, mirem-se no que hoje aqui fica. Registamos aqui uma colheita especial que a nossa conterrânea Paula Rebelo colheu e fotografou.
A Paulinha não nos convidou para o repasto, mas afiançou que foi uma deliciosa fartura e nós não duvidamos, agradeçemos a prova de que afinal sempre há uns Frades maiores que outros, sorte de quem os apanhar.É mesmo grande.
Só aparece a quem procura.

Quem procura tem todas as hipóteses de achar.

Atentamente .
At Ento

24 outubro 2006

"FRADES" Palavra mágica do Outono em Parambos

Hoje falamos de um personagem que nos invade, e ainda bem que o faz, no Outono. o "senhor" Frade

É nos campos que ele aparece. entre ervas, musgos, ao abrigo junto de árvores, de silvas e giestas, entre as pedras, nas vinhas e então é um nunca mais acabar de procurar, procurar e...

..."Olha aqui um!"... "olha! achei dois aqui."..."este aqui é meu."... "não, não eu vi primeiro.". São gritos de guerra que se ouvem escapar das bocas de quem procura o "senhor" frade e ao acha-lo, quer dizer a todos que o encontrou.

Quando há um grito de achar, normalmente vão todos, os que andam por ali, em direcção ao local de onde veio o grito, pois é voz corrente de que
onde há um frade está o companheiro por perto.

Para além de serem saborozissímos, os frades são bonitos de ver, de olhar, de apanhar e de trazer para casa. Depois há todo um contar de como foi, onde foi, quantos foram. Geram-se diálogos de comparação. "No ano passado também eu achei meia dúzia no Corgo". Ou "ainda ontem vi um saco cheio...". É muito melhor que conversa de caçador.




Mas sublime é mesmo sentir-lhe o cheiro, quando se destapa a panela. Ficar a mirar o percurso do fogão à mesa e depois pôr uma porção no prato, sentir os vapores que sobem ao ar e de seguida introduzir o garfo neste ensopado divinal, tocar a garfada com os lábios, sentir a língua inquieta de tanto salibar, finalmente na boca, mastigar, mastigar, saborear e ... hum! que manjar, que delícia.
Espero ter-vos aguçado o apetite e espicaçado a saudade destes momentos de andar nos campos. Atentamente.
At Ento











20 outubro 2006

Património Artístico de Parambos. Arte Sacra

Hoje falamos do Património Artístico de Parambos, mostrando um puco do muito que se pode admirar na igreja paroquial de S. Bartolomeu de Parambos.
O tecto da nossa igreja é preenchido por uma profusão deArte Sacra, obras pintadas em madeira e com influência da Escola de Grão Vasco de Viseu, pelos tons, temas e técnica visível.
São vários os temas que os trabalhos representam. Mas todos de influência bíblica.
A via sacra, representada com um poder dramático muito acentuada, que se espalha pelos frisos do rebordo inferior do tecto que cobre a nave cental da igreja.
Este dramatismo subjuga e extasia pelo realismo do sofrimento de Jesus que se desprende dos tons e das feições e das poses dos protagonistas representados.
Também estão representados quadros do sacrificio de santos mártires, ou cenas relacionadas com a virgem Maria.
No tecto da capela mór, estão representado vários santos da corte celestial.
Todos os quadro são emuldurados por "caixotões" de talha dourada decorados com elementos florais.
Atentamente.
At Ento


17 outubro 2006

Património Gastronómico de Parambos, Lêvedas.


Hoje vamos falar das nossas Lêvedas.

Lêvedas, são um doce com presença obrigatória na mesa do natal.

Tem uma cor de sol, dado pela fritura, com um toque areado, dado pelo açúçar
e canela que se polvilha sobre elas ao sair da sertã, tem um sabor, hum! É de comer, comer, comer e lamber os dedos para que não se perca nada desta sabor inegualável.

A base deste doce é a farinha levedada a que se acrescentam ovos e alguma gordura. Depois é separada em pequenas porções que se trabalha com as mãos de forma a ficar espalmada, de seguida é levada a fritar em azeite bem quente e é ficar a vê-la crescer e, salivar.



Quando estão no ponto de fritura, que é quando atinge uma cor
dourada,
retiram-se para um prato grande e é polvilhada de imediato com uma mistura de açúcar e canela. É neste momento que sabe bem saborear a primeira. E, nós sabemos que é verdade, não há Lêveda como a primeira.
É uma satisfação, como a foto documenta.

Atentamente.
At Ento.



16 outubro 2006

Sporting continua em frente na sua, nossa, caminhada


Toda a nação já sabe, mas convém aqui destacar o momento como convém. Aqui podemos falar do momento verde que desponta na liga portuguesa. Não pelos golos, mas sim pelo golo que nos deu a merecida vitória. Um golo de um defesa, TONEL, que não cometeu erro nenhum. Implacável no seu posto, irrepreensível nos cortes e ainda teve tempo para marcar um excelente golo. Um golo do nosso contentamento é o que parece dizer-nos Liedson, com um gesto de outros jogos, que não fazendo história neste jogo ainda é uma referência ao espirito de equipa que nos dará as alegrias que temos direito. Temos razão para estar verdes de contentes.
Atentamente.
At Ento

12 outubro 2006

A Padaria e o Pão de Parambos



Falávamos de água, acrescentemos um pouco de farinha e temos o principio do pão. 




Claro que não temos os Fornos tradicionais a trabalhar, embora ainda lá estejam fisicamente de pedra e barro à espera de um impulso.

Os tempos são estes e nestes tempos temos o pão que se faz na padaria. Uma industria que fornece pão a todo o concelho. Honra lhe seja feita pelo bom pão que produz.

Como é bom passar pelas 11 horas da noite e sentir o cheirinho a pão fresco, entrar, comprar e sentir que a frescura do pão aquece a mão.

Anda por lá quase sempre um pacote de manteiga para apreciadores do momento. É bonito por essas horas ver a gente da aldeia, como carreirinha de formigas, ir em direcção à padaria.

Quem tiver calma e tempo pode ficar por ali a cavaquear, saborear o pão na hora e ver a azáfama desta profissão.

As fotos noturna ilustram o momento em que o sr André e esposa dão as voltas ao pão levedado no estandal para o forno.





Atentamente.

At Ento

07 outubro 2006

Monumentos de Parambos, Fontenário

Hoje vamos falar de um monumento de Parambos.
O Fontenário.
O Fontenário é um hino à água. criado em 1927, para dar dignidade à água que vinha do lugar da Poça, e trazia o cantar corrente das águas da serra até ao Chôpo, centro da aldeia, onde era recolhida pelas gentes da aldeia nos seus canecos ou cântaros e daqui para o remanso das suas casas.
Composto por quatro troncos de pedra que o ladeiam e dão solidez, um "altar" onde se colocavam os canecos para recolher a água, uma espécie de arco maciço de pedra encimado por duas taças e uma representação humana
.
O Fontenário era um local de encontro das mulheres ou raparigas, pois era a elas que cabia a tarefa de carretar a água. No Verão a água escasseava e só se abria o depósito num certo período, era preciso guardar a sua vez. Os tempos de espera chegavam a ser grandes, mas ninguém queria perder a sua vez assim ficavam por ali a cavaquear como só elas sabiam e não admitiam homem por perto.
Dos autores desta obra ninguém se lembra. A figura representada dizem ser O Parambos.
O Fontenário enquadra um largo, chamado Chôpo e localiza o centro da Aldeia. Também existiu em tempos um potente negrilho que dava sombra ao lugar. O velho negrilho não resistiu ao passar do tempo, hoje está lá uma pequena árvore que tenta crescer.
No trabalho a óleo, de Li Malheiro, aqui apresentado ainda se pode ver para além do fontenário o tal negrilho e a mesa de pedra onde se jogavam as cartas nos dias de sesta.
Hoje já todos têm água em casa, mas o monumento lá está para nos lembrar de que nem sempre foi fácil ter a água à mão.
Uma preocupação actual do Mundo é que a devemos poupar, a àgua, claro!
Atentamente.
At Ento

02 outubro 2006

Última Hora. O Maior, nem que chova.








































Neste cantinho.
Não podemos ficar indiferentes.
Pois o que se passa em Alvalade.
Diz tantos às nossas gentes.
Neste cenário verdinho.
Suado e tão molhadinho.
ninguém ficou indiferente.
Ao "pesado" Levezinho.
Verdes são os tempos.
De felicidade irradia.


O caminho faz-se caminhando.
Um jogo em cada dia.
Em cada jogo, com verdade.
Espectáculo e vitória.
É o espirito de Alvalade.

Atentamente feliz.
At Ento