Hoje vamos mostrar um cesta de luxo, que só se encontra nos Montes, esta, de Parambos
esta cesta contém "Frades e Vacas"
mas vamos falar mesmo é das vacas, desde o "berço" até ao prato
as vacas encontram-se nos castanheiros mais velhos
depois de apanhadas podemos ver melhor as texturas superior, avermelhada muito parecida à tal língua de vaca e daí o nome
e inferior, com aspecto esbranquiçado e esponjoso
já em casa prosseguimos agora com a tratamento adequado que consiste em retirar da parte de cima, uma pelicular fina que sai facilmente e que deixa um tom avermelhado (sangue da vaca)
a parte inferior tira-se com certa facilidade e com algum cuidado para não partir/desfazer com o auxilio de uma pequena faca.
depois da operação acima descrita passa-se por água e fica com este aspecto limpo
corta-se em pedaço como se de carne se tratasse
depois, numa panela faz-se "a cama" com um leve refogado que pode/deve levar cheiros do monte: Loureiro e alecrim, e da horta: hortelã e salsa além do alho e da cebola e do bom azeite
cozer/refogar em lume brando, para que os sumos não se evaporem, vai ficar um refogado com uma cor escura sanguínea, e vai ser necessário acrescentar água, necessária à quantidade de arroz que se cosinhar
utilizar um bom arroz português carolino e deixar cozer em lume brando, como é natural e mexendo de vez em quando
quase no final da cozedura acrescentar umas gotas de um bom vinagre de Vinho tinto
e delicie-se, ao olhar, com este manjar com sabor a cabidela... de vaca mas muito melhor
Deliciosa esta reportagem que nos chegou e deixou de água na boca de certeza. Vale a pena cortar as silvas ou mato ao pé dos castanheiro para recolher este manjar que se não for apanhado se perde e é uma pena.
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