21 janeiro 2007

Matança do RECO em Trás-Os- Montes

Hoje vamos falar de uma prática, cada vez menos comum mas de tradição inabalável e que devemos saber preservar.
Os tempos mudam e as exigências sanitárias são hoje mais incisivas. Contudo há coisas que estarão sempre dependentes de actos e rotinas de uma vida inteira e as populações não podem de um momento para o outro.

Recordamos aqui um registo elaborado numa aldeia de Trás-os-montes, mas que acontece um pouco por todo o lado. Neste dia o S Pedro ajudou e o tempo esteve de feição, os homens deitaram mãos à obra como convém, não deixando escapar o Reco e cumprindo as etapas próprias deste ritual. Ir buscar o RECO, montá-lo no banco, e depois proceder à limpeza e desmancho.
Depois virão os primeiros chichos, depois as alheiras, as mouras, a vinha de alhos, as chouriças, os salpicões, (como já há dias aqui publicamos) e mais tarde as pás e os presuntos. Tudo uma delicia com um sabor de tradição e um prazer para os sentidos gustativos.

Boas recordações para os que só podem ver. Boas provas para quem lhe pode por o dente.

Atentamente.

At Ento.


























10 comentários:

Lektor disse...

Mais uma vez, um post interessante e bem documentado. Esta é mais uma tradição condenada ao desaparecimento e é pena porque há cada vez menos acontecimentos, na vida das gentes transmontanas, que envolvam tanta entreajuda e espírito de grupo.

Lektor

Atento disse...

Olá Lektor.
Fazemos os possiveis para estar atentos aos sinais e deles destacarmos o que ao conjunto interessa.
E Trás-Os-Montes precisa de elevar a sua auto estima e defender melhor as suas práticas ancestrais com as devidas adaptações, claro, mas recusar-se a deixar de fazer o que sempre fizeram bem, só porque lho impôem.
Saudações e um abraço.
Atentamente.
At Ento

Anónimo disse...

Viva a tradição! Viva o animal do qual tudo se aproveita e a gula desperta!
É nestas alturas que eu tenho pena dos vegetarianos!
Um abraço.
UjoPlanador

Atento disse...

Olá UJoPlanador.
Voando por estes lados, ainda bem que planaste por cá pois é aqui que aparecem estas delicias de Reco, aqui está ainda e só o dito, as delicias virão depois da desmancha.
Bons voos, é sempre com prazer que te recebemos por cá. Um dia destes falaremos dos UJOS de Carrazeda e arredores.
Saudaçãoes.
Atentamente.
At Ento

daniel disse...

Olá Atento....tenho algumas dúvidas:
Esta matança foi em Parambos ? Em que ano ?
O matador parece o Sr. Altino de Bigode, mas que eu saiba a especialidade dele era latoeiro...e na foto em que está a arder a palha parece-me o meu Tio Adolfo !!!

Inté,
Daniel

Anónimo disse...

Amigo Daniel esta matança não tem nada haver com a nossa matança da maneira e lugar aonde se espeta a faca, da maneira como e estunado e da maneira que é aberto para retirar as tripas. Nem o pessoal da referida matança é de Parambos.

Anónimo disse...

Oi, em Parambos cumpre-se a lei, por jamais pode ser em Parambos esta matança, nem que... o sr. Altino deixe crescer o bigode!

mmm disse...

Daniel até parece que nem conheces o S.Altino cagão como ele é tinha lá coragem e ablidade para matar o RECO.

Atento disse...

Olá Conterrâneos bloguistas.

Já responderam ao Daniel e muito bem sobre as duvidas que ele tinha sobre as pessoas. Não são de Parambos, por isso não referimos no Titulo a Palavra Parambos, mas sim Trás Os Montes.
São Transmontanos, os personagens, de uma aldeia perto de Bragança onde matar o reco é dia de festa, convidam-se os amigos para todo o dia, depois de matarem o dito, comerem bem e beberem melhor com uns joguitos de sueca pelo meio. Podemos afirnmar que são gente cinco estrelas.
Já passaram uns anitos sobre este facto, ainda era "legal" esta festa.
Gostei da observação sobre o modo come se faz a cena da faca e do desmancho. Neste lugar o matador, senhor Arlindo, é do melhor.
saudações.
Atentamente.
At Ento.

daniel disse...

Olá malta,
Eu estava a brincar...claro que esta matança não foi em Parambos...já participei em muitas matanças e sei que não se faz assim.

Inté,
Daniel