24 janeiro 2007

Património Rupestre de Parambos

Hoje vamos falar de mais uma peça do património Rupestre de Parambos.

A FRAGA DAS FERRADURAS.

Fica esta localizada na Ribeira, para lá da "Gricha" e da "Borraceira". É uma fraga que desde sempre se ouviu falar e se visitava quando se ia à Ribeira buscar as coisas que ela dava.
E dava muito, desde a azeitona, às laranjas, hortas e algum cereal, havia também muita cortiça e lenha e muita, muita Pedra. Era um lugar muito distante, para ir trabalhar para lá as pessoas levantavam-se cedo, para estar lá ao nascer do dia. Iam geralmente em grupo, toda a família, pois nesse dia era ir e ficar por lá todo o dia trabalhando.

As crianças eram aliciadas com a visita à Fraga das Ferraduras e a merenda que se comia por lá. Era uma aventura e depois deixavam-nas subir à Fraga e admirar as marcas e ouvir as histórias que as avós contavam. Cada marca tinha um parágrafo na história. As ferraduras eram da burrinha em que a Senhora fugiu, com o Menino, do rei Heródes. As marcas em forma de pé pequeno, eram a marca do Menino Jesus ao subir para a burrita. Havia canêlos (as ferraduras das vacas e bois) que pertenciam à vaquinha que tinha aquecido com o seu bafo o Menino Jesus na manjedoura que lhe serviu de berço. Havia também umas pocinhas ovaladas que eram o próprio berço do Menino Jesus. E havia cruzes que eram onde Jesus tinha sido crucificado.
Depois era ver os adultos trabalhar arduamente entre as pedras nas escarpas da Ribeira com o Rio Tua lá ao fundo.
Tempos difíceis.

Hoje ir à Fraga das Ferraduras é um bom passeio para admirar as paisagens fabulosas que daí se observam e recordar outros tempos.

At Ento

15 comentários:

Lektor disse...

As fragas são marcos da comunidade, e as histórias que tão bem contas, são elas que dão vida e calor humano a um património votado ao esquecimento. Se as fragas, se a Fraga das Ferraduras falasse...., que histórias contaria!

Lektor

Atento disse...

Olá Lektor.
A história que afloro aqui, sobre a Pedra das Ferraduras, é de ouvir e de recordar a forma simples e profunda que as pessoas punham nas narrativas das "coisas" que faziam parte da sua história. Então as "coisas" passavam a ser, como muito bem referes, um marco.
Saudações.
Atentamente.
At Ento

Anónimo disse...

Atão as do cabeço, essas teriam matéria suficiente para um romance!!!
Mas cada uma terá sempre um valor patrimonial rico, que companhia fizeram aos pastores doutra hora, e aos resineiros quase em extinção!
Belas recordações para uma comunidade muito especial dos montescada vez mais extinta, enfim outros tempos.

Anónimo disse...

Era assim que os pastores passavam os seus tempos sentados em cima de uma fraga enventando arte rupreste enquanto pastoriavam os seus rebanhos.

Atento disse...

Olá caros Anónimos.
Sobre a cabeço, debruçamo-nos à dias, ainda está a página aí em baixo. Mas um dia destes voltamos lá. Sobre a explicação dos pastores picarem a pedra, é uma hipotese, mas a ferramente dos pastores não é própriamnete o "martelo e o pico" e se "adormeciam" trabalhando a pedra eram surpreendidos pelo lobo.
Saudações.
Atentamente.
At Ento

Anónimo disse...

Se não eram os pastores então eram os rezineiros com as suas ferramentas que se entertinham após um curto descanso depois do almoço.

Anónimo disse...

PARAFRASEANDO O LEKTOR, SE AS FRAGAS FALASSEM TERIAM MILHENTAS HISTÓRIAS PARA CONTAR. DIRIAM QUE VIRAM MUITA GENTE CANSADA, DE TÃO LONGE QUE FICAVA A RIBEIRA. PROVAVELMENTE TAMBÉM DERAM ASSENTO A MUITO CAMINHEIRO...
LEMBRO-ME DE IR ÀS FERRADURAS, ERA UM PASSEIO QUASE OBRIGATÓRIO. DIZIAM-NOS QUE AS PEGADAS TERIAM SIDO FEITAS POR NOSSA SENHORA E PELOS ANIMAIS DO PRESÉPIO. MAS DISTO PENSO QUE NÃO REZA A HISTÓRIA.

Blue Eyes disse...

Boa-tarde não sei se sabes mas em Belver também existe uma "Fraga das Ferraduras" e a história se bem me recordo é parecida...curioso!Hei-de confirmar a história...

Fatima Gouveia disse...

Visitei...gostei...parabéns...
Sou de Belver e existe essa (Fraga das Ferraduras) por sinal num terreno dos meus avós chamado de Valongo.
Na minha juventude andei muito por Parambos, e tinha aí primos, mas vivo em Lisboa desde 1966, acabei por esquecer os nomes e o contacto.
Saudações para todos os Pombalenses
Fátima

Atento disse...

Olá caro Anónimo.
A partir de agora a história à volta desta fraga já pertence à História, desde que aqui he damos corpo, estará sempre disponivel para quem quizer. Ainda é um óptimo passseio, há que fazê-lo.
Saudações.
Atentamente.
At Ento

Atento disse...

Olá Blue Eyes, Temos de ir a Belver ver a Vossa fraga das Ferraduras, pelos vistos a arte nesses tempo já andava por todo o lado. esperamos a tua confirmação.
Saudações Atentamente.
At Ento

Atento disse...

Olá Fátima Gouveia. Bem vinda.
É com prazer que registamos a visita ao nosso espaço.
Então Conhece mesmo a referida Fraga das Ferraduras que a Blue Eyes refere no seu comentário. Espero que este recordar avicve a vontade de voltar por estes lados nuna visita que inclua a aldeia mais verde de Portugal,que é Parambos e os seus habitantes, os Paramboenses retribuem as saudações com amizade.
Atentamente. At Ento

Anónimo disse...

Um olá para a Fátima Gouveia. O apelido soa-me familiar. Por acaso tens um tio chamado Fernando?

Atento disse...

olá Caro Anónimo.
Fatima Gouveia visitou-nos e voltará concerteza e aí vera o teu Olá especial. Mas se quiseres podes aceder ao seu blog clica em "Fatima Gouveia" que está sublinhado logo abaixo da sua mensagem. Vale apena pois é muito simpatico.
Saudações.
Atentamente.
At Ento

Fatima Gouveia disse...

Olá!
E voltei...volto sempre que posso porque adoro saber novidades das nossas terras lindas.
Para o anónimo que deixou um olá para mim, agradeço a simpatia e possivelmente é um amigo...
Eu sou irmã do Fernando Gouveia e vivemos muito tempo em Carrazeda.
Se me quizer visitar poderá faze-lo em: www.tricotdamifa.blogspot.com
E já agora boa sorte para os sportinguistas para o jogo de hoje.
Saudações
Mifá