02 junho 2008

Escritos das Gentes de Parambos, Marcelina.

Vamos continuar a apresentar os verso de Marcelina, como iniciamos em Maio vamos ilustrar este momento com as papoilas que inundam os campos verdes de Parambos e de Portugal


XI
Os meninos da quarta classe,

Já tinham que colaborar,

Ensinar os mais pequenos,

Para a professora ajudar.


XII
Chegamos a ser sessenta,

Só com uma professora,

Ainda aprendíamos mais,

Do que aprendem agora.


XIII
Depois vieram as regentes,

Para poder ajudar,

E a senhora professora ,

Dividiu o seu lugar.


XIV
Já não era preciso,

Os meninos Contribuir,

Veio a senhora regente,

Para os substituir.

XV
Na limpeza da escola,

Tínhamos que a esfregar,

Não havia mulher-a-dias,

Nem dinheiro para pagar.


XVI
Os rapazes iam à água

Nós a esfregar o chão,

Os pequenos a brincar,

Era uma animação


XVII
Iam à água ao Fundo do Povo,

Iam todos a correr,

Para ver quem chegava primeiro,

Depois da viagem fazer.


XVIII
Eramos todos felizes,

Eramos todos iguais,

Agora que têm tudo,

Ainda querem muito mais.

XIX
Para podermos ir ao quadro,

E recebermos algum caderno,

Tínhamos que o pagar,

Tudo durante o ano.

XX

Era um escudo por mês,

Era uma grande maquía,

Quantos não tinham em casa,

Para comer durante o dia.


::::::
Escritos em Parambos por: Marcelina Santos


Para a autora este belo vermelho papoila para que a inspiração continue e os versos apareçam com a naturalidade que este revelam.
Para nós foi um prazer divulgar para o mundo estas memórias de um tempo muito próprio e que muitos ainda recordam.

At Ento

1 comentário:

Helder Seixas disse...

Muitos parabéns à D. Marcelina pelos lindos versos com que nos brinda.
Continue a escreve-los
que para nós é um
prazer
lê-los.

Saudações de amizade,
Helde Seixas